Psicoterapia Existencial

A psicoterapia existencial procura compreender a pessoa a partir da sua experiência concreta e da forma singular como se encontra consigo própria, com os outros e com o mundo.

Não parte da ideia de que existe uma forma certa de viver, nem procura reduzir aquilo que uma pessoa está a atravessar a uma explicação ou categoria. Procura, antes, aproximar-se da experiência tal como ela é vivida — incluindo aquilo que nela pode ser contraditório, difícil de compreender ou ainda não encontrar palavras.

Sala de estar com sofá branco, poltrona cinza, mesa de centro preta, tapete oval branco, prateleira com objetos decorativos, cortina de vidro na porta de saída, luminária moderna no teto, planta grande no canto, paredes brancas, piso de madeira.
Sala de estar moderna com sofá bege, duas poltronas confortáveis, uma mesa de centro com caixa de lenços, parede branca com prateleiras decorativas, iluminação pendente circular, plantas e quadros decorativos, porta de vidro ao fundo.

Compreender antes de procurar mudar

Muitas vezes chegamos à psicoterapia com algo que gostaríamos que fosse diferente: uma ansiedade ou angústia que se tornou difícil de suportar, uma tristeza que persiste, uma forma de nos relacionarmos que nos faz sofrer, uma dificuldade que se repete ou uma decisão que não conseguimos tomar.

A mudança pode fazer parte do processo terapêutico. Mas nem sempre sabemos, à partida, o que precisa realmente de mudar ou por que razão determinadas formas de sentir, pensar ou agir se tornaram tão difíceis de abandonar.

Por isso, o trabalho terapêutico não começa necessariamente pela procura de uma solução. Começa por procurar compreender com maior proximidade aquilo que está a acontecer e a forma como está a ser vivido.

Essa compreensão pode permitir que se tornem mais visíveis modos habituais de estar, escolhas, conflitos, necessidades ou possibilidades que até então permaneciam pouco reconhecidos.

A pessoa no contexto da sua vida

Aquilo que vivemos não acontece isoladamente.

A nossa experiência constrói-se nas relações que estabelecemos, na nossa história, nas circunstâncias em que vivemos, nas escolhas que fazemos e também perante aquilo que não escolhemos.

Por isso, compreender uma dificuldade implica frequentemente compreender também o lugar que ela ocupa na vida de uma pessoa, nas suas relações, na forma como se vê a si própria, naquilo que espera ou teme e nas possibilidades que consegue, ou não, imaginar para si.

Doisamentos de poltrona em estilo escandinavo com encosto acolchoado, suportes de braço curvos de madeira, um tabuleiro preto com uma caixa de lenços e uma cara de papel, uma parede branca com uma moldura de quadro na parede e um tapete claro sob as cadeiras.

A relação terapêutica

A psicoterapia não é apenas um espaço onde se fala sobre aquilo que acontece fora da consulta. A própria relação terapêutica faz parte do processo.

O encontro regular com alguém que procura escutar e compreender sem antecipar respostas pode permitir olhar para a própria experiência de uma forma diferente. Algumas formas habituais de estar consigo próprio e com os outros podem também tornar-se presentes na própria relação terapêutica e, por isso, passíveis de serem reconhecidas e exploradas.

O trabalho é construído em conjunto, respeitando o ritmo, a singularidade e aquilo que se vai tornando possível abordar em cada momento.

Não é necessário saber por onde começar

Não é preciso chegar à primeira consulta com uma explicação organizada sobre aquilo que se passa, nem saber exatamente aquilo que se pretende mudar.

Por vezes existe um sofrimento muito claro ou intenso. Noutras situações existe apenas a sensação de que alguma coisa não está bem, de que certos acontecimentos ou relações se repetem, ou de que se tornou difícil encontrar uma forma satisfatória de continuar.

Encontrar palavras para essa experiência e procurar compreendê-la pode ser já parte do processo psicoterapêutico.

Entrar em contacto

Se estiver a considerar iniciar um processo de psicoterapia, pode entrar em contacto para colocar alguma questão ou combinar uma primeira consulta.